Soja: veja como as altas de Chicago e do dólar influenciaram os preços no Brasil

Lotes para pagamento em novembro foram movimentados em Paranaguá e Santos. No entanto, os volumes foram pouco expressivos

 

O mercado brasileiro de soja teve um dia “sem surpresas”. Houve maior volatilidade no período da manhã, uma vez que Chicago e o dólar se moviam em direções contrárias.

 

Durante a tarde, com ambos subindo, as cotações no Brasil também melhoraram para os produtores. Foram reportados negócios para 2024 no Porto de Santos.

 

Alguns lotes para pagamento em novembro foram movimentados em Paranaguá e Santos. No entanto, os volumes foram pouco expressivos.

 

Veja as cotações da saca de 60 kg

Passo Fundo (RS): seguiu em R$ 144

Região das Missões: estabilizou em R$ 142

Porto de Rio Grande: permaneceu em R$ 153

Cascavel (PR): ficou estável em R$ 134

Porto de Paranaguá: saca se manteve em R$ 144

Rondonópolis (MT): aumentou de R$ 124 para R$ 125

Dourados (MS): subiu de R$ 125 para R$ 127,50

Rio Verde (GO): seguiu em R$ 123

 

Soja na Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira (25)com preços em leve alta, em dia marcado por muita volatilidade.

 

Fatores técnicos e o bom desempenho do trigo ajudaram na recuperação. Mas uma reação mais consistente foi limitada pelo cenário fundamental e pela aversão ao risco.

 

O mercado ainda sente o impacto negativo do avanço da colheita nos Estados Unidos. Além disso, em fase inicial de plantio, as perspectivas são favoráveis em relação à safra brasileira.

 

Na Argentina, a expectativa também é de recuperação do potencial produtivo.

 

Do lado financeiro, a pressão vem da leve queda do petróleo e da valorização do dólar frente a outras moedas. O quadro tira competitividade da soja americana e indica fluxo de capital para investimentos mais seguros.

 

As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 481.638 toneladas na semana encerrada no dia 21 de setembro, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

 

Na semana anterior, as inspeções de exportação de soja haviam atingido 429.772 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado fora de 291.510 toneladas.

 

Contratos futuros

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 1,50 centavos ou 0,11% a US$ 12,97 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 13,15 1/2 por bushel, ganho de 2,00 centavos de dólar, ou 0,15%, na comparação com o dia anterior.

 

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com ganho de US$ 4,00 ou 1,03% a US$ 389,80 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 57,48 centavos de dólar, com baixa de 2,14 centavos ou 3,58%.

 

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,68%, sendo negociado a R$ 4,9656 para venda e a R$ 4,9636 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,9372 e a máxima de R$ 4,9746.


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